Caminho de Santiago de Compostela

Santo Domingo de la Calzada a Belorado: guia da etapa do Caminho Francês

Paisagem da etapa de Santo Domingo de la Calzada a Belorado no Caminho Francês

A etapa de Santo Domingo de la Calzada a Belorado tem cerca de 22 km e marca uma virada no Caminho Francês: é nela que você deixa La Rioja e entra em Castilla y León. O relevo é suave, mas a paisagem muda aos poucos, dos vinhedos para os grandes campos de cereal.

É uma etapa de povoados pequenos e próximos uns dos outros, o que facilita as pausas. O lado menos bonito é a companhia constante da estrada N-120 e das obras da autovia A-12 em boa parte do percurso. Com planejamento, é um dia tranquilo de caminhada.

Resumo da etapa de Santo Domingo de la Calzada a Belorado

  • Distância aproximada: cerca de 22 km (22,0 km no Gronze).
  • Desnível: o perfil do Gronze soma cerca de 328 m de subida e 196 m de descida.
  • Tempo estimado: perto de 5 horas, segundo o Gronze.
  • Dificuldade: baixa. O Gronze a define como etapa curta e de desníveis muito moderados.
  • Localidades no caminho: Grañón (km 6,5), Redecilla del Camino (km 10,4), Castildelgado (km 12,0), Viloria de Rioja (km 14,0) e Villamayor del Río (km 17,4).
  • Onde termina: em Belorado, já na província de Burgos.

Para ver como esta etapa se encaixa no roteiro completo, consulte o nosso guia das etapas do Caminho Francês.

O percurso trecho a trecho

Santo Domingo de la Calzada a Grañón (cerca de 6,5 km)

Você sai pela calle Mayor e cruza o rio Oja por uma ponte construída sobre a original, a que o próprio Santo Domingo ergueu. Depois, pega uma pista à direita da estrada nacional, cruza a LR-201 e a N-120, e segue em paralelo à A-12.

O Gronze descreve este trecho como desolado: não há sombra nem área de descanso. No km 3,4 aparece a Cruz de los Valientes. Perto de Grañón, uma subida curta pela estrada leva ao povoado, que tem um pequeno parque com fonte logo na entrada.

Grañón a Redecilla del Camino (cerca de 3,9 km)

Atravesse Grañón pela calle Mayor até o mirante com fonte, no fim da rua. Dali você desce por escada ou rampa para a planície, entre cereais e girassóis.

Por volta do km 8,5, num pequeno colo, você deixa La Rioja e entra em Castilla y León. Em dias claros, o Gronze diz que dá para ver os Montes de Oca, que serão o desafio da etapa seguinte. Na entrada de Redecilla, cruze a nacional e siga pela calle Mayor.

Redecilla a Castildelgado (cerca de 1,6 km)

Trecho curto, colado à N-120, com passagens provisórias e uma passarela por causa das obras da autovia. Atenção às travessias.

Castildelgado a Viloria de Rioja (cerca de 2,0 km)

O caminho segue ao lado da N-120, num setor muito alterado pelas obras, passa por baixo da autovia e sobe por uma estradinha até Viloria de Rioja. Viloria é um povoado minúsculo, mas importante para a história do Caminho: foi ali que nasceu Santo Domingo de la Calzada. Foi também em Viloria de Rioja que eu chorei, quando fiz o Caminho Francês em 2019.

Viloria de Rioja a Villamayor del Río (cerca de 3,4 km)

Você desce por outra estrada local e pega uma pista de terra que volta a acompanhar a N-120. Villamayor del Río tem albergue, segundo o Gronze.

Villamayor del Río a Belorado (cerca de 4,6 km)

O último trecho é uma pista longa e monótona, paralela à N-120. Perto do km 21, o caminho cruza a nacional, e o Gronze pede muito cuidado nessa travessia. A entrada em Belorado é por outra pista de terra.

O que ver no caminho

A ponte sobre o rio Oja. A travessia atual foi feita sobre a ponte original de Santo Domingo, que primeiro construiu uma de madeira e depois a substituiu por uma de pedra.

Cruz de los Valientes. Cruzeiro coberto à saída de Grañón. Segundo a Wikipedia, a lenda conta que Martín García, morador de Grañón, venceu em luta corpo a corpo um representante de Santo Domingo na disputa por uma área de pasto, e morreu dias depois.

Igreja de San Juan Bautista, em Grañón. Construída nos séculos XV e XVI, tem um retábulo-mor plateresco feito entre 1545 e 1556. Ao lado sul da igreja funciona o albergue paroquial, chamado Hospital de Peregrinos de San Juan Bautista.

Pia batismal de Redecilla del Camino. Na igreja de Nuestra Señora de la Calle está uma das pias batismais românicas mais elaboradas do Caminho, com cerca de 110 cm de diâmetro. A taça é esculpida como uma cidade com torres e janelas, que pode representar a Jerusalém Celeste.

Viloria de Rioja. Terra natal de Domingo García, o futuro Santo Domingo de la Calzada, nascido em 1019.

Belorado. A vila recebeu foral em 1116, de Alfonso I, o Batalhador, com permissão para uma feira que a Wikipedia descreve como a mais antiga documentada da Espanha. Destacam-se a igreja de Santa María, com uma capela jacobeia e retábulo do século XVI, as ruínas do castelo no alto do morro e as cuevas de San Caprasio, onde, segundo a lenda, o santo viveu como eremita.

Peregrino no percurso de Santo Domingo de la Calzada a Belorado, Caminho Francês

Onde dormir em Belorado

Belorado tem bastante opção. O Gronze lista um albergue municipal (El Corro), um albergue paroquial e vários albergues e hostels privados, além de pensão. Os albergues públicos e paroquiais costumam ser os mais baratos, mas confira valores e disponibilidade no Gronze antes de chegar, porque mudam com frequência.

É um fim de etapa clássico, então na alta temporada há movimento. Se chegar tarde, tenha alternativas em mente. Nosso guia de albergues no Caminho de Santiago explica como funcionam reservas e albergues públicos.

Dificuldades e dicas da etapa

Estrada e obras. A maior parte do percurso acompanha a N-120 ou a A-12, com passagens provisórias perto de Redecilla e Castildelgado. Siga a sinalização e redobre a atenção nas travessias, principalmente a que fica antes de Belorado.

Sem sombra no início. Entre Santo Domingo e Grañón não há árvores nem áreas de descanso. Saia cedo nos dias quentes. Vale ler nosso texto sobre desidratação e insolação no Caminho.

Água. O Gronze cita fontes em Grañón: uma no parque da entrada e outra no mirante, no fim da calle Mayor. Os povoados seguintes ficam próximos uns dos outros, o que ajuda a reabastecer.

Trecho final monótono. Os últimos 4,6 km são retos e ao lado da estrada. É psicológico: vá no seu ritmo e faça uma pausa em Villamayor del Río se precisar.

Pense na etapa seguinte. Depois de Belorado vêm os Montes de Oca, com subida e trecho longo sem serviço. Se puder, chegue descansado.

Como dividir ou encurtar a etapa

Os povoados estão próximos e quase todos têm hospedagem, o que dá flexibilidade:

  • Grañón (km 6,5): albergue paroquial, albergue privado, hotel e casas rurais.
  • Redecilla del Camino (km 10,4): albergue de peregrinos San Lázaro, herdeiro de um antigo hospital, além de outras opções.
  • Castildelgado (km 12,0): um hostal.
  • Viloria de Rioja (km 14,0): dois albergues pequenos.
  • Villamayor del Río (km 17,4): um albergue.

Se você prefere etapas menores, o guia sobre como dividir o Caminho Francês em trechos de 15, 20 ou 25 km ajuda a remontar o roteiro.

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Perguntas frequentes

Quantos quilômetros tem a etapa de Santo Domingo de la Calzada a Belorado?

Cerca de 22 km, segundo o Gronze. Outras fontes podem mostrar pequenas diferenças, conforme o ponto exato de saída e chegada.

Onde fica a divisa entre La Rioja e Castilla y León?

Num pequeno colo entre Grañón e Redecilla del Camino, por volta do km 8,5.

A etapa tem muita subida?

Não. São desníveis moderados, sem subidas longas. O cansaço vem mais da estrada ao lado e do sol.

Onde tem água?

Em Grañón há fontes na entrada e no mirante. Como os povoados seguintes são próximos, dá para reabastecer pelo caminho.

Por que Viloria de Rioja é especial?

É a terra natal de Santo Domingo de la Calzada, o santo que construiu pontes, calçadas e hospital para os peregrinos nesta região.

A porta de entrada para Castilla y León

A etapa de Santo Domingo de la Calzada a Belorado não é a mais bonita do Caminho, e a estrada ao lado tira um pouco da magia. Mesmo assim, ela tem pequenos tesouros: a igreja de Grañón, a pia batismal de Redecilla e a pequena Viloria, onde tudo começou para Santo Domingo.

Na minha visão, é uma etapa para caminhar com atenção ao que está dentro de você, não só ao que está em volta. Chegue a Belorado com tempo para descansar, porque os Montes de Oca vêm em seguida.

Fontes consultadas

Rafael Kosoniscs

Sou jornalista e publicitário, tenho 36 anos e viajo de mochila nas costas há 12 invernos. Tenho a mochilagem e o montanhismo como paixões. Vou publicar meu primeiro livro este ano – e você já está convidado(a) para o lançamento. Fique de olhos nas redes para não perder, ok? Siga: @seumochilao | @rafaelkosoniscs

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