Caminho de Santiago de Compostela

Pontevedra a Caldas de Reis: guia da etapa do Caminho Português

Paisagem da etapa de Pontevedra a Caldas de Reis no Caminho Português

A etapa de Pontevedra a Caldas de Reis é uma das mais tranquilas do Caminho Português Central. São cerca de 21 km com poucos desníveis, que alternam aldeias, bosques, muros de pedra cobertos de musgo e trechos junto à estrada N-550. O destino é uma vila conhecida desde os tempos romanos pelas águas termais.

O Gronze resume a etapa como curta, simples e de desníveis muito escassos, e dá a ela dificuldade 1, a mais baixa da sua escala. Isso não quer dizer que seja um passeio: o Albergues del Camino lembra que não há uma subida dominante, mas os sobe e desce acumulam cansaço. Para ver o roteiro completo da Galícia, consulte De Tui a Santiago: etapas e roteiro do Caminho Português.

Resumo da etapa de Pontevedra a Caldas de Reis

  • Distância aproximada: cerca de 21 km. O Gronze e o Albergues del Camino indicam 21,1 km. O Consumer Eroski fala em 23 km.
  • Perfil: quase plano. O Consumer cita como principal subida cerca de 100 m em 4 km, entre San Caetano e San Amaro.
  • Dificuldade: baixa.
  • Principais localidades: Pontevedra, Santa María de Alba, San Caetano, San Amaro, A Portela, Valbón, A Seca, Briallos, Tivo e Caldas de Reis.
  • Onde termina: Caldas de Reis, a única localidade da etapa com todos os serviços, segundo o Consumer.

O percurso trecho a trecho

Pontevedra a Santa María de Alba

Você sai de Pontevedra cruzando a ponte do Burgo sobre o rio Lérez. Cerca de 3 km depois, o Gronze indica a bifurcação da Variante Espiritual, que o Consumer situa em Pontecabras. Quem segue pelo traçado central chega à paróquia de Santa María de Alba, perto dos 3,6 km, com loja, bares, restaurantes e supermercado, segundo o Albergues del Camino. Ao lado ficam as Marismas de Alba, um pântano de cerca de 80 hectares.

Alba a San Amaro e A Portela

Depois da igreja de Alba e da capela de San Caetano, o caminho entra por trilhas entre muros de pedra com musgo e hera. É aqui que fica a subida mais longa do dia, suave. Antes de San Amaro há uma passagem de nível sem barreira na linha de trem: pare, olhe para os dois lados e cruze sem parar sobre os trilhos. San Amaro tem bar. Logo depois sai o desvio para o albergue de A Portela, em Barro, e San Mamede de Portela tem bar, restaurante e estação de trem, segundo o Albergues del Camino.

A Portela a Briallos

O caminho passa por Valbón, que tem bar, e pelo marco dos últimos 50 km até Santiago, citado pelo Albergues del Camino e pelo Consumer. Em seguida vem A Seca, com bar e loja segundo o Consumer, e Briallos, com bar, restaurante, loja e um albergue de peregrinos a cerca de 400 m do caminho.

Briallos a Tivo e Caldas de Reis

Depois de Briallos, a capela de Santa Lucía e trechos de pista sem sombra entre a N-550 e o rio Chaín, antes de Tivo. O Albergues del Camino recomenda repor água em Briallos por causa disso. Tivo tem bar, restaurante, fonte e cruzeiro. De lá faltam cerca de 1,9 km até Caldas de Reis.

O que ver no caminho

  • Ponte do Burgo, em Pontevedra: ponte de origem medieval sobre o rio Lérez, muito restaurada.
  • Igreja de Santa María de Alba: construída em 1595, herdeira de um templo consagrado no século XII por Diego Gelmírez, segundo o Albergues del Camino.
  • Capela de San Caetano de Alba: do século XVIII.
  • Cruzeiro de Amonisa, em Valbón: tem uma talha de Santiago peregrino.
  • Cascatas do rio Barosa: o Consumer recomenda o desvio de cerca de 400 m até as cascatas, num parque natural entre A Portela e Briallos. O Albergues del Camino, por outro lado, cita a cascata de Segade e um pequeno núcleo chamado Barosa e pede para não confundir os dois. Confira no mapa antes de desviar.
  • Caldas de Reis e as águas termais: os romanos chamavam a vila de Aquis Celenis, e ela tinha uma parada na via XIX entre Braga e Astorga, segundo o Albergues del Camino. As águas são exploradas desde a época romana. A mesma fonte e o Consumer ligam o nome da vila ao rei Afonso VII, que teria nascido ali (o Consumer cita o ano de 1105).
  • Fonte das Burgas: uma fonte de 1881, com duas bicas em forma de cabeça de leão, que trazem água termal. Atenção: não é piscina. Para banho termal, procure os balneários da vila.
  • Ponte de Bermaña: por ela o Caminho entra em Caldas. As fontes divergem sobre a origem: a página de Caldas do Albergues del Camino fala em ponte romana do século I, com três arcos, e a página da etapa a descreve como medieval.
  • Igreja de Santa María de Caldas: românica, do começo do século XII, com acréscimos posteriores. A igreja de Santo Tomás Becket, do fim do século XIX, é apontada como a única da Galícia dedicada a esse santo.
Peregrino no percurso de Pontevedra a Caldas de Reis, Caminho Português

Onde dormir em Caldas de Reis

Caldas de Reis tem um albergue que o Albergues del Camino descreve como público, o Urraca, perto da ponte de Bermaña, e vários albergues privados, hostels, pensões e hotéis. Albergues públicos costumam ser os mais baratos. Na temporada alta, o mesmo guia recomenda reservar e conferir se a hospedagem fica antes ou depois da ponte.

Veja a lista atualizada no Gronze e confira as diferenças entre albergue público, privado e hotel em Onde dormir no Caminho de Santiago. Se for usar uma plataforma de reserva, o guia Como usar o Booking para reservar hospedagem no Caminho de Santiago ajuda.

Dificuldades e dicas da etapa

  • Calor e falta de sombra: o trecho entre a N-550 e o rio Chaín, antes de Tivo, é exposto. Em dia quente, saia cedo e leia Como evitar desidratação e insolação no Caminho de Santiago.
  • Passagem de nível sem barreira: antes de San Amaro. Ciclistas devem descer da bicicleta.
  • N-550: você entra e sai da estrada várias vezes e cruza estradas provinciais.
  • Proximidade enganosa: Tivo parece já ser Caldas, mas ainda faltam quase 2 km. De Briallos são cerca de 4,8 km.
  • Albergues fora do traçado: os de Briallos e A Portela exigem desvio. Planeje esse trecho a mais.

Como dividir ou encurtar a etapa

A etapa é curta, mas há paradas intermediárias para quem saiu tarde ou está com alguma lesão. A primeira é o albergue de A Portela, em Barro. Antes de contar com ele, confira se está aberto: o Gronze o marca como fechado temporariamente por obras.

A segunda opção é o albergue de peregrinos de Briallos, a cerca de 400 m do caminho, que segundo o Albergues del Camino abre só em parte do ano. Tivo tem albergue e hospedagens privadas, mas dormir ali deixa pouca distância para o dia seguinte. O Albergues del Camino lembra que parar em Briallos ou Tivo muda o planejamento das etapas seguintes.

Outra decisão importante acontece logo na saída de Pontevedra: a Variante Espiritual. Ela segue por Poio, Combarro e Armenteira e reencontra o traçado central em Pontecesures, e o Consumer calcula cerca de três dias até lá. Se tiver interesse, leia Variante Espiritual do Caminho Português: etapas, barco e dicas antes de sair.

Navegue pelas etapas:

Perguntas frequentes

Quantos quilômetros tem a etapa de Pontevedra a Caldas de Reis?

Cerca de 21 km, segundo o Gronze e o Albergues del Camino. O Consumer Eroski indica 23 km. Conte com cerca de cinco horas de caminhada.

Onde fica o marco dos últimos 50 km?

Depois de Valbón, segundo o Albergues del Camino. O Consumer o situa perto do quilômetro 15 da etapa.

Posso tomar banho nas águas termais de Caldas?

Não na Fonte das Burgas, que é uma fonte pública. Para banho termal, procure os balneários da vila.

Onde decido se vou pela Variante Espiritual?

Logo na saída de Pontevedra, cerca de 3 km depois do centro, segundo o Gronze.

Um dia leve para recuperar o corpo

A etapa de Pontevedra a Caldas de Reis é a oportunidade de caminhar sem pressa depois de dias mais longos. Na minha visão, vale aproveitar o perfil fácil para cuidar dos pés, beber água com calma e chegar cedo a Caldas.

Na vila, procure a Fonte das Burgas, atravesse a ponte de Bermaña e, se quiser, reserve um balneário para descansar as pernas. O dia seguinte também é curto, e daqui até Santiago restam menos de 50 km.

Fontes consultadas

Rafael Kosoniscs

Sou jornalista e publicitário, tenho 36 anos e viajo de mochila nas costas há 12 invernos. Tenho a mochilagem e o montanhismo como paixões. Vou publicar meu primeiro livro este ano – e você já está convidado(a) para o lançamento. Fique de olhos nas redes para não perder, ok? Siga: @seumochilao | @rafaelkosoniscs

Adicionar comentário

Clique aqui para postar um comentário

Planejamento

Inscreva-se!

Guia credenciado