Caminho de Santiago de Compostela

Terradillos de los Templarios a Bercianos del Real Camino: guia da etapa do Caminho Francês

Paisagem da etapa de Terradillos de los Templarios a Bercianos del Real Camino no Caminho Francês

A etapa de Terradillos de los Templarios a Bercianos del Real Camino marca a passagem da província de Palencia para a de León. São cerca de 23 km planos, com uma parada que ninguém deveria pular: Sahagún, cidade de igrejas de tijolo e antigo centro de um dos mosteiros mais poderosos da Espanha medieval.

O terreno continua sendo o da Meseta: caminhos de terra entre campos de cereal, alguns trechos ao lado da N-120 e, depois de Sahagún, uma pista exclusiva para peregrinos ao lado de uma fileira de árvores. É um dia de dificuldade moderada, com serviços bem distribuídos na primeira metade.

Resumo da etapa de Terradillos de los Templarios a Bercianos del Real Camino

  • Distância aproximada: cerca de 23 km (23,2 km pelo Gronze).
  • Perfil: plano, com pequenas ondulações. O Gronze registra variações de pouco mais de 100 metros no dia.
  • Dificuldade: moderada. Nota 2 na escala do Gronze.
  • Tempo estimado: cerca de 5 horas e 15 minutos, segundo o Gronze.
  • Localidades no caminho: Terradillos, Moratinos (km 3,4), San Nicolás del Real Camino (km 6,0), Sahagún (km 12,9) e Bercianos del Real Camino (km 23,2).
  • Onde termina: Bercianos del Real Camino, povoado pequeno com albergue paroquial e opções privadas.

O nosso guia das etapas do Caminho Francês mostra onde esse dia se encaixa no roteiro completo.

O percurso trecho a trecho

Terradillos a Moratinos (cerca de 3,4 km)

Você sai de Terradillos junto ao albergue Jacques de Molay e segue por caminhos de terra entre plantações de cereal, longe da estrada nacional. Pouco depois de cruzar a estrada P-973, o Gronze indica uma área de descanso com sombra junto ao arroio de Los Templarios. Moratinos tem albergues e hospedagem, segundo o Gronze.

Moratinos a San Nicolás del Real Camino (cerca de 2,6 km)

Trecho curto e tranquilo. San Nicolás é o último povoado da província de Palencia nessa rota e tem um albergue.

San Nicolás a Sahagún (cerca de 6,9 km)

Aqui há duas opções. A rota principal vai por trechos ao lado da N-120, com passagens por baixo da autovia e da linha do trem de alta velocidade. O caminho antigo, cerca de 0,5 km mais longo pelo Gronze, segue em frente por uma pista de terra até o Alto del Carrasco, limite entre Palencia e León, de onde já se avista Sahagún. Para pegar o caminho antigo, entre à direita numa pista cerca de 1,2 km depois de San Nicolás. As duas opções se juntam pouco antes do rio Valderaduey.

Depois do rio você cruza uma ponte medieval e passa pela ermida da Virgen del Puente. A entrada em Sahagún é pouco charmosa: o Gronze descreve a Ronda de la Estación como uma rua de galpões e oficinas. Vale a pena. O centro compensa.

Sahagún a Bercianos del Real Camino (cerca de 10,3 km)

Saindo de Sahagún, você cruza o rio Cea pela ponte de Canto, entre álamos. Depois começa uma pista de pedestres exclusiva para peregrinos, ao lado de uma estrada e de uma fileira de árvores.

No desvio para Calzada del Coto, sai a variante de Calzadilla de los Hermanillos, que cruza a A-231 pela ponte à direita. O Caminho Francês tradicional, rumo a Bercianos, segue em frente. Já perto de Bercianos, a ermida de Nuestra Señora de Perales, do século XVII, fica a poucos metros à esquerda.

O que ver no caminho

Ponte e ermida da Virgen del Puente. Logo antes de Sahagún, junto ao rio Valderaduey.

Sahagún. O nome da cidade vem de San Facundo, mártir do século IV, segundo o Wise Pilgrim. As relíquias atraíram uma comunidade de monges que se tornou uma das abadias beneditinas mais poderosas da Espanha, favorecida pelo rei Alfonso VI. Entre os séculos XI e XIII, Sahagún rivalizava em importância com Burgos e León.

O que procurar no centro:

  • Igrejas de San Tirso e San Lorenzo: as duas têm torres românico-mudéjares, construídas em tijolo numa região onde faltava pedra. O Wise Pilgrim as descreve entre as melhores do estilo na Espanha.
  • Arco de San Benito e Torre del Reloj: restos do antigo mosteiro de San Benito espalhados pela cidade.
  • Santuario de la Virgen Peregrina: na saída da cidade, um pouco fora do Caminho.

Certificado de meio caminho. Em Sahagún é possível pegar um certificado que marca a metade do Caminho Francês a partir de Saint-Jean-Pied-de-Port. As informações sobre onde retirá-lo variam entre os relatos de peregrinos no Wise Pilgrim (santuário, albergue municipal ou posto de turismo), então pergunte na chegada.

Ermida de Nuestra Señora de Perales. Do século XVII, já perto de Bercianos.

Para entender por que as igrejas de tijolo chamam tanta atenção, veja nosso texto sobre as igrejas e mosteiros mais importantes do Caminho Francês. E se quiser conhecer melhor a ordem que dá nome ao ponto de partida, leia sobre os templários no Caminho de Santiago.

Peregrino no percurso de Terradillos de los Templarios a Bercianos del Real Camino, Caminho Francês

Onde dormir em Bercianos del Real Camino

Bercianos é pequeno, mas o Gronze lista um albergue paroquial (Casa Rectoral), outros albergues privados, um alojamento e um hostal.

Os albergues paroquiais e públicos costumam ser os mais baratos. Como o povoado é pequeno, confira disponibilidade no Gronze antes de sair de Sahagún. Para comparar os tipos de hospedagem, veja nosso guia de albergues no Caminho de Santiago.

Dificuldades e dicas da etapa

  • Sahagún é o ponto de abastecimento: depois dela, são cerca de 10 km até Bercianos pela pista dos peregrinos. Compre água e lanche na cidade.
  • Sombra: a primeira parte é aberta, com uma área de descanso com sombra perto do arroio de Los Templarios. Depois de Sahagún, a fileira de árvores ajuda um pouco.
  • Estrada: há trechos ao lado da N-120 e passagens por baixo de autovia e ferrovia. Atenção nos cruzamentos.
  • Variantes: o caminho antigo pelo Alto del Carrasco é mais tranquilo e só um pouco mais longo. Já a variante por Calzadilla de los Hermanillos é outra rota até Mansilla de las Mulas, e não um atalho para Bercianos. Decida antes de chegar ao desvio de Calzada del Coto.
  • Calor: como em toda a Meseta, saia cedo no verão. O nosso texto sobre a Meseta do Caminho de Santiago traz mais orientações para esses dias.

Como dividir ou encurtar a etapa

Pelas hospedagens listadas no Gronze, há várias possibilidades:

  • Moratinos (km 3,4): albergues e uma vivenda turística.
  • San Nicolás del Real Camino (km 6,0): um albergue.
  • Sahagún (km 12,9): a maior oferta do dia, com albergue municipal, outros albergues, hostais e hotel. O albergue de peregrinos funciona na antiga igreja da Santísima Trinidad, segundo o Gronze.
  • Calzada del Coto: albergue de peregrinos, para quem vai pela variante.

Uma opção interessante é parar em Sahagún, com cerca de 13 km, e aproveitar a tarde para conhecer a cidade com calma. Quando fiz o Caminho Francês em 2019, em 24 dias, aprendi que esses dias mais curtos em cidades com história também fazem parte do descanso.

Navegue pelas etapas:

Perguntas frequentes

Quantos quilômetros tem a etapa de Terradillos de los Templarios a Bercianos del Real Camino?

Cerca de 23 km. O Gronze indica 23,2 km.

Onde fica a metade do Caminho Francês?

Sahagún é tradicionalmente apontada como o meio do Caminho Francês a partir de Saint-Jean-Pied-de-Port, e lá se emite um certificado de meio caminho.

Vale a pena ir pelo caminho antigo do Alto del Carrasco?

Se você prefere se afastar da estrada, sim. O Gronze calcula cerca de 0,5 km a mais.

O que é a variante de Calzadilla de los Hermanillos?

É uma rota alternativa que sai no desvio de Calzada del Coto e segue por outro traçado até Mansilla de las Mulas. Quem vai para Bercianos segue em frente.

Dá para dormir em Sahagún em vez de Bercianos?

Sim. Sahagún tem a maior oferta de hospedagem da etapa.

Metade do caminho, entre o barro e o tijolo

Terradillos de los Templarios a Bercianos del Real Camino é um dia com uma cidade de verdade no meio. Programe uma pausa longa em Sahagún, para ver San Tirso, San Lorenzo e o Arco de San Benito, e aproveite para se abastecer.

Chegar à metade do Caminho Francês costuma mexer com a cabeça. Vale parar um momento para olhar o que já ficou para trás e o que ainda vem pela frente.

Fontes consultadas

Rafael Kosoniscs

Sou jornalista e publicitário, tenho 36 anos e viajo de mochila nas costas há 12 invernos. Tenho a mochilagem e o montanhismo como paixões. Vou publicar meu primeiro livro este ano – e você já está convidado(a) para o lançamento. Fique de olhos nas redes para não perder, ok? Siga: @seumochilao | @rafaelkosoniscs

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