Caminho de Santiago de Compostela

Castrojeriz a Frómista: guia da etapa do Caminho Francês

Paisagem da etapa de Castrojeriz a Frómista no Caminho Francês

A etapa de Castrojeriz a Frómista tem cerca de 25 km e começa com uma subida curta e dura, o Alto de Mostelares. Lá de cima, segundo o Gronze, a Meseta se estende sem fim. Depois, o caminho atravessa o rio Pisuerga pela ponte Fitero, entra na província de Palencia e termina com um trecho ao lado do Canal de Castilla, uma obra de engenharia dos séculos XVIII e XIX.

O Gronze define a etapa como longa e isolada, por pistas de terra e campos abertos, com muita exposição ao sol. A dificuldade está concentrada no começo: a subida tem cerca de 145 m de desnível em 1,7 km. Superado o Mostelares, o resto do dia é quase todo plano.

Resumo da etapa de Castrojeriz a Frómista

  • Distância aproximada: cerca de 25 km (24,7 km no Gronze).
  • Desnível: o perfil do Gronze soma cerca de 201 m de subida e 233 m de descida.
  • Ponto mais alto: Alto de Mostelares, a 913 m, segundo o Gronze.
  • Tempo estimado: cerca de 5h30, segundo o Gronze.
  • Dificuldade: média. Uma subida curta e dura no início e muitos quilômetros ao sol.
  • Localidades e pontos no caminho: Alto de Mostelares (km 3,7), ermida de San Nicolás e ponte Fitero (km 9,0), Itero de la Vega (km 10,8) e Boadilla del Camino (km 19,0).
  • Onde termina: em Frómista, na província de Palencia.

Se você ainda está se adaptando ao planalto, nosso guia sobre a Meseta do Caminho de Santiago traz o contexto geral.

O percurso trecho a trecho

Castrojeriz ao Alto de Mostelares (cerca de 3,7 km)

Você sai pela calle Real de Poniente, cruza duas estradas locais e segue por pista de terra. Antes da subida, o caminho passa por uma calçada de pedra elevada, feita para escapar das cheias do rio Odra, e pela ponte de Bárcena, com tabuleiro de madeira.

Então vem o Mostelares. A subida é curta, mas dura: cerca de 145 m em 1,7 km. No caminho há dois memoriais a peregrinos que morreram nessa encosta. No alto, a 913 m, a vista se abre para os dois lados. Na alta temporada costuma haver um bar ambulante, segundo o Gronze.

Alto de Mostelares à ponte Fitero (cerca de 5,3 km)

A descida começa forte e por pista pedregosa, e o primeiro trecho foi cimentado. Depois ela suaviza. Por volta do km 5,3 há um desvio sinalizado à direita para Itero del Castillo. A rota principal segue em frente.

Pouco depois fica a Fuente del Piojo, com área de descanso à sombra e, na temporada, outro bar ambulante. É o único ponto com sombra citado pelo Gronze nessa parte. Mais adiante você chega à ermida de San Nicolás de Puente Fitero, perto do rio.

Ponte Fitero a Itero de la Vega (cerca de 1,8 km)

Alguns metros depois da ermida, você cruza o rio Pisuerga pela ponte Fitero, que o Gronze classifica como magnífica. É aqui que se deixa a província de Burgos e entra na de Palencia. Depois, uma pista de terra à direita leva a Itero de la Vega, que tem albergues e um albergue-hostal.

Itero de la Vega a Boadilla del Camino (cerca de 8,2 km)

Este é o trecho mais longo sem povoado. Você sai pela calle Santa Ana, cruza a estrada P-4311 e segue por uma pista agrícola em subida suave. Depois de cerca de 4,1 km, num pequeno colo, Boadilla aparece no horizonte. Daí em diante, a mesma pista desce de leve até o povoado. Não conte com sombra.

Boadilla del Camino a Frómista (cerca de 5,7 km)

Ao sair de Boadilla, vire à esquerda por uma pista e siga o caminho de serviço do Canal de Castilla. É o trecho mais agradável da etapa, com água ao lado. Antes de Frómista, você cruza o canal passando por uma eclusa quádrupla. A entrada na vila é por estrada com calçada, passando por baixo da linha de trem. O Gronze menciona obras ferroviárias na região, que podem alterar o trajeto, então siga a sinalização do momento.

O que ver no caminho

Memoriais do Mostelares. Dois pequenos memoriais lembram peregrinos que morreram na subida.

Ermida de San Nicolás e ponte Fitero. A ermida fica junto ao rio, e a ponte sobre o Pisuerga marca a divisa entre Burgos e Palencia. Leia mais sobre essas travessias no nosso texto sobre pontes históricas do Caminho de Santiago.

Rollo de Boadilla del Camino. Coluna gótica do século XV, muito decorada, com motivos animais, símbolos jacobeus e pequenos anjos. Foi erguida como sinal da autonomia concedida ao povoado por Enrique IV e é Bem de Interesse Cultural desde 1960, segundo a Wikipedia.

Igreja de Santa María de la Asunción, em Boadilla. Do século XVI, foi construída sobre uma igreja românica, da qual restam a base da torre e uma pia batismal do século XIII.

Canal de Castilla. As obras começaram em 16 de julho de 1753. O canal tem cerca de 207 km em três ramais e foi construído para facilitar o transporte do trigo de Castilla até os portos do norte. Hoje também serve à irrigação.

Igreja de San Martín de Tours, em Frómista. Construída por volta de 1066 por ordem de Doña Mayor, viúva do rei Sancho Garcés III de Navarra, é um dos grandes exemplos do românico. Foi declarada Monumento Nacional em 1894. A restauração do início do século XX, do arquiteto Aníbal Álvarez, foi polêmica porque eliminou uma torre campanário, uma escada e uma galeria. Veja outras paradas desse tipo no nosso guia de igrejas e mosteiros do Caminho Francês.

Peregrino no percurso de Castrojeriz a Frómista, Caminho Francês

Onde dormir em Frómista

Frómista tem boa estrutura. O Gronze lista um albergue de peregrinos no centro, outros albergues privados, um acolhimento de inverno, hostal e hotéis. Os albergues públicos costumam ser os mais baratos, mas valores e períodos de funcionamento mudam, então confira no Gronze antes de chegar.

É fim de etapa para muita gente, e na alta temporada vale chegar com alternativa em mente. O guia de albergues no Caminho de Santiago explica como reservar.

Dificuldades e dicas da etapa

O Mostelares logo cedo. A subida vem com menos de 4 km de caminhada. Suba devagar, com passos curtos. A descida inicial é íngreme e pedregosa, e bastões ajudam.

Sol e pouca sombra. Fora a Fuente del Piojo e o trecho do canal, quase não há sombra. Comece cedo, sobretudo no verão.

Água. Saia de Castrojeriz com as garrafas cheias. Os bares ambulantes do Mostelares e da Fuente del Piojo só funcionam na alta temporada. Reabasteça em Itero de la Vega antes dos 8,2 km até Boadilla.

Trecho longo sem povoado. Entre Itero e Boadilla não há nada. Leve lanche.

Obras perto de Frómista. Fique atento à sinalização, porque o traçado pode mudar.

Como dividir ou encurtar a etapa

Com cerca de 25 km, esta é uma etapa longa. As paradas possíveis:

  • San Nicolás de Puente Fitero (km 9,0): albergue à beira do caminho, com dormitório e meia pensão, segundo o Gronze.
  • Itero de la Vega (km 10,8): albergues e albergue-hostal.
  • Boadilla del Camino (km 19,0): albergues e hotel rural. Boa opção para quem quer encurtar o dia e fazer o trecho do canal pela manhã seguinte.

O guia sobre como dividir o Caminho Francês em trechos de 15, 20 ou 25 km ajuda a encaixar essas paradas no seu roteiro.

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Perguntas frequentes

Quantos quilômetros tem a etapa de Castrojeriz a Frómista?

Cerca de 25 km. O Gronze marca 24,7 km.

O Alto de Mostelares é muito difícil?

É a parte mais exigente da etapa, mas curta: cerca de 145 m de desnível em 1,7 km, segundo o Gronze. Vá devagar e faça pausas curtas se precisar.

Onde fica a divisa entre Burgos e Palencia?

Na ponte Fitero, sobre o rio Pisuerga, perto do km 10.

Onde tem sombra?

Na Fuente del Piojo e ao longo do Canal de Castilla, no trecho final.

O que ver em Frómista?

A igreja românica de San Martín de Tours é a grande atração. O Canal de Castilla e sua eclusa também valem uma parada.

Da subida dura ao caminho da água

A etapa de Castrojeriz a Frómista começa exigindo e termina oferecendo. O Mostelares cobra logo cedo, a Meseta se abre lá do alto e o Canal de Castilla devolve um pouco de verde no fim do dia.

Na minha visão, a melhor estratégia é sair cedo, gastar energia só na subida e caminhar o resto sem pressa. Chegar a Frómista com tempo para ver San Martín de Tours fecha o dia do jeito certo.

Fontes consultadas

Rafael Kosoniscs

Sou jornalista e publicitário, tenho 36 anos e viajo de mochila nas costas há 12 invernos. Tenho a mochilagem e o montanhismo como paixões. Vou publicar meu primeiro livro este ano – e você já está convidado(a) para o lançamento. Fique de olhos nas redes para não perder, ok? Siga: @seumochilao | @rafaelkosoniscs

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