A etapa de Portomarín a Palas de Rei é a mais longa das três primeiras a partir de Sarria. São cerca de 25 km, quase todos por zona rural, com uma subida longa e gradual na primeira metade até a Serra de Ligonde e uma segunda metade mais tranquila, entre aldeias pequenas e estradas locais, até descer a Palas de Rei.
A dificuldade é moderada. Não há trechos técnicos, mas o Gronze lembra que, na primeira metade, você sai de cerca de 350 m de altitude e chega a 725 m. Para quem está no segundo dia de caminhada, a distância pesa mais do que o relevo.
Resumo da etapa de Portomarín a Palas de Rei
- Distância: cerca de 25 km. O Gronze indica 24,8 km; o guia Albergues Camino Santiago fala em 25,7 km. A diferença vem da medição e do ponto de chegada.
- Desnível: pelos números do Gronze, cerca de 520 m de subida acumulada e 350 m de descida.
- Ponto mais alto: Serra de Ligonde, a 725 m, segundo o Gronze.
- Tempo estimado: entre 5h45 e 6 horas de caminhada, conforme a fonte.
- Dificuldade: moderada.
- Principais localidades: Toxibó, Gonzar, Castromaior, Hospital da Cruz, Ventas de Narón, Ligonde, Airexe, Portos, Lestedo, A Brea.
- Onde termina: Palas de Rei, já na comarca da Ulloa.
Se você está planejando toda a reta final, o roteiro de Sarria a Santiago mostra a semana inteira e ajuda a decidir onde encurtar ou esticar.
O percurso de Portomarín a Palas de Rei trecho a trecho
Portomarín a Gonzar (cerca de 8 km)
Você desce pela rúa de Compostela e pela avenida Chantada, caminha um trecho curto pela estrada LU-633 e cruza uma ponte sobre um braço do reservatório. Logo começa a subida, por um bosque de carvalhos, castanheiros e pinheiros, até Toxibó, a cerca de 4,7 km.
De Toxibó a Gonzar o caminho continua subindo e volta a correr ao lado da LU-633. Antes de Gonzar há uma carballeira, um bosque de carvalhos, com área de descanso. Segundo o Gronze, Gonzar é a primeira localidade com bar ou restaurante depois de Portomarín. Tenha água e algo para comer na mochila desde a saída.
Gonzar a Hospital da Cruz (cerca de 3,5 km)
Até Castromaior a subida segue por pista de terra e depois por estrada local. Na saída de Castromaior vem um repecho forte, e o caminho passa a correr paralelo à LU-633 até Hospital da Cruz. O nome lembra um antigo hospital de peregrinos que existia ali.
Hospital da Cruz a Ligonde (cerca de 4,7 km)
Em Hospital da Cruz você passa por cima das estradas N-540 e N-640. O guia Albergues Camino Santiago pede atenção nos cruzamentos dessa área. Depois o caminho fica mais tranquilo, por pista local, até Ventas de Narón.
De Ventas de Narón vem a subida suave à Serra de Ligonde, o ponto mais alto do dia. A serra separa o vale do Miño da comarca da Ulloa. Depois você desce por A Previsa, onde o Gronze registra um bar, e por Lameiros até Ligonde.
Ligonde a Palas de Rei (cerca de 8,6 km)
De Ligonde você cruza o rio Airexe e sobe à aldeia de mesmo nome. Depois vem a subida pelo monte Pallota até Portos, e daí Lestedo e A Brea, sempre por estrada local. Na reta final, o caminho segue pela esquerda da N-547 e desce até Palas de Rei. O Gronze registra um hotel-restaurante em Os Valos, perto do fim.
Antes de chegar, o Gronze conta que dá para avistar o Pico Sacro no horizonte.
O que ver no caminho
- Castro de Castromaior: na saída da aldeia, o caminho passa a cerca de 100 m de um povoado fortificado da Idade do Ferro. O Gronze o descreve como um dos maiores do noroeste da península. Há um centro de interpretação junto ao caminho.
- Cruceiro de Lameiros: cruzeiro original do século XVII, ao lado de um carvalho monumental. Perto fica o pazo de Lameiros, com a capela de San Marcos.
- Ligonde: segundo o guia Albergues Camino Santiago, teve hospital de peregrinos e conserva um antigo cemitério de peregrinos.
- Igrejas de Santiago: em Airexe e em Lestedo há igrejas dedicadas ao apóstolo. Em Lestedo, o Gronze chama a atenção para o cemitério com os nichos virados para o caminho.
- Vilar de Donas: na saída de Portos, um desvio à direita leva ao mosteiro medieval de Vilar de Donas, a 2,3 km do caminho. Segundo o Gronze, pertenceu à Ordem de Santiago, a igreja serviu de panteão aos cavaleiros e há pinturas murais do século XV. O Gronze informa que na alta temporada abre todos os dias e que, fora dela, um morador guarda as chaves. São quilômetros a mais num dia já longo, então decida com base nas suas pernas.
- Igreja de San Tirso, em Palas de Rei: com elementos de origem românica.

Onde dormir em Palas de Rei
Palas de Rei tem dois albergues públicos da Xunta e vários privados, além de pensões e hotéis. Um dos públicos, Os Chacotes, fica junto ao caminho, cerca de 1 km antes do centro. Segundo o Gronze, costuma ser o último a lotar na alta temporada. O outro fica no centro e é bem menor.
Albergues públicos costumam ser os mais baratos, mas funcionam por ordem de chegada. Se você quer quarto privado ou viaja em grupo, o guia Albergues Camino Santiago recomenda reservar com antecedência na alta temporada. Confira a lista atualizada no Gronze e, se chegar e estiver tudo cheio, veja o que fazer no guia sobre albergues lotados.
Dificuldades e dicas da etapa
- Comece devagar: a subida da primeira metade é contínua. O guia Albergues Camino Santiago recomenda não sair em ritmo forte.
- Primeiros 8 km sem serviço: até Gonzar não há bar, segundo o Gronze. Saia com água. Se quiser saber onde reabastecer ao longo da rota, veja onde encontrar água potável no Caminho.
- Estradas: boa parte da etapa corre ao lado da LU-633 ou de estradas locais. Atenção redobrada nos cruzamentos, em especial perto de Hospital da Cruz.
- Neblina: o guia Albergues Camino Santiago lembra que a neblina da manhã é frequente nessa região e sugere usar algo visível na roupa ou na mochila.
- Asfalto: a segunda metade tem bastante estrada local. Com o pé já cansado, isso conta. Na minha visão, é um bom dia para trocar de meia no meio do caminho.
- Queijo: você entra no território do queijo Arzúa-Ulloa, de leite de vaca e massa mole. O Gronze sugere comer com marmelada.
Como dividir ou encurtar a etapa
A divisão mais comum é dormir em Gonzar, que tem albergue público e fica a cerca de 8 km de Portomarín. Assim você tira um pedaço desta etapa e, segundo o Gronze, deixa o dia seguinte numa distância razoável até Melide.
Outra opção é parar antes de Palas de Rei, em localidades com hospedagem ao longo do caminho, como Ventas de Narón, Ligonde, Portos ou Lestedo, que aparecem na lista de alojamentos do Gronze. Se for fazer isso, confira no Gronze o que está aberto na sua data, porque nas aldeias a oferta é pequena.
Navegue pelas etapas:
- Etapa anterior: Sarria a Portomarín: guia da etapa do Caminho Francês
- Próxima etapa: Palas de Rei a Arzúa: guia da etapa do Caminho Francês, passando por Melide
- Todas as etapas: Etapas do Caminho Francês: guia completo
Perguntas frequentes
Quantos quilômetros tem a etapa de Portomarín a Palas de Rei?
Cerca de 25 km. O Gronze indica 24,8 km e outros guias chegam a 25,7 km.
Qual é a parte mais difícil?
A subida da primeira metade, de Portomarín até a Serra de Ligonde, a 725 m. Ela é longa, mas gradual.
Tem lugar para comer no caminho?
Sim, mas o primeiro ponto com restaurante é Gonzar, perto do km 8. Depois, segundo o Gronze, muitas aldeias têm pelo menos um bar.
Vale o desvio a Vilar de Donas?
Se você gosta de arte medieval e está com as pernas inteiras, sim. Mas são cerca de 2,3 km para ir e o mesmo para voltar ao caminho, num dia que já passa de 24 km.
Preciso reservar em Palas de Rei?
Para quarto privado na alta temporada, é recomendável. Os albergues públicos não aceitam reserva.
Um dia de subida longa e aldeias pequenas
De Portomarín a Palas de Rei é um dia de constância. Você sobe devagar, atravessa aldeias que somem em poucos minutos, passa por cruzeiros e igrejas pequenas e termina numa vila com estrutura de sobra. Se dividir a energia bem na primeira metade, a segunda passa rápido.
A partir daqui, o próximo grande ponto de referência é Melide, famosa pelo polvo à feira. Vale chegar a Palas de Rei descansado para aproveitar o dia seguinte.


















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