A etapa de Pamplona a Puente la Reina é a que tem a foto mais famosa de Navarra: a fileira de peregrinos de chapa metálica no Alto del Perdón, com os aerogeradores ao fundo. São cerca de 24 km, que saem da cidade, sobem a Sierra del Perdón e descem para a planície até a ponte românica que dá nome ao destino.
O Gronze dá dificuldade 2 numa escala de 5 e estima cerca de 5h45 de caminhada. O Eroski Consumer classifica como média. A subida é progressiva e não assusta. O que pega é a descida do Perdón, curta, íngreme e de pedra solta.
Resumo da etapa de Pamplona a Puente la Reina
- Distância aproximada: cerca de 24 km. O Gronze indica 23,9 km; o Eroski Consumer, 24 km. Com o desvio até Eunate, o Gronze calcula 3,2 km a mais.
- Perfil: subida gradual até o Alto del Perdón, que fica a cerca de 770 m de altitude segundo o Guía del Camino de Santiago, e descida longa depois. O Gronze registra desníveis acumulados de 414 m e 507 m (subida e descida) e diz que a subida em si é de só uns 260 m.
- Dificuldade: média.
- Principais localidades: Cizur Menor, Zariquiegui, Alto del Perdón, Uterga, Muruzábal, Obanos.
- Onde termina: em Puente la Reina, na igreja de Santiago, segundo o traçado do Gronze.
O percurso trecho a trecho
Pamplona a Cizur Menor (cerca de 5 km)
A saída é pela praça do Ayuntamiento, atravessando o casco antigo e o parque da Vuelta del Castillo. Depois o Caminho passa pela área da Universidade de Navarra e cruza o rio Sadar. No meio do trecho, o Gronze aponta a ponte medieval de Azella. Cizur Menor tem albergues, bares e mercado.
Cizur Menor a Zariquiegui (cerca de 6 km)
Aqui o terreno vira pista agrícola entre campos de cereal, sempre subindo de leve. Zariquiegui tem albergue e mercado. É o último povoado antes do alto. Abasteça aqui.
Zariquiegui ao Alto del Perdón (cerca de 2,3 km)
O Gronze estima uns 40 minutos de subida, mais inclinada perto do topo. No caminho fica a Fonte da Reniega, hoje sinalizada como Gambellacos. O Gronze avisa que ela “quase sempre está seca”, então não conte com essa água. No alto não há povoado. O Eroski menciona um bar ambulante na temporada, mas o Guía del Camino de Santiago diz que no alto só há monumento, aerogeradores e vista.
Alto del Perdón a Uterga (cerca de 3,5 km)
É o trecho que exige mais atenção. O Gronze descreve a descida como “muito pronunciada no primeiro trecho, por uma pista incômoda de pedra solta”. Depois o terreno se acalma entre campos de cereal. Uterga tem albergue e bar.
Uterga a Obanos (cerca de 4,5 km)
Caminho tranquilo pelo vale de Valdizarbe. Em Muruzábal fica o desvio para Eunate. Obanos tem albergue, bares, mercado, farmácia e caixa eletrônico.
Obanos a Puente la Reina (cerca de 2,6 km)
Trecho curto até a entrada de Puente la Reina. Ali há um monumento ao peregrino com a inscrição, citada pelo Eroski, de que dali em diante todos os caminhos a Santiago se tornam um só.
O que ver no caminho
- Monumento do Alto del Perdón: obra de Vicente Galbete, criada em 1996, segundo o Guía del Camino de Santiago. A escultura em chapa mostra peregrinos de diferentes épocas e traz a frase “Donde se cruza el camino del viento con el de las estrellas”. A serra teve o primeiro parque eólico de Navarra.
- Cizur Menor: a igreja de San Miguel é românica, de uma só nave, restaurada em 1989 e cedida à Ordem de Malta em 1998, segundo o Eroski.
- Muruzábal: a igreja de San Esteban guarda um retábulo do fim do século XV ou início do XVI. O palácio barroco do início do século XVIII hoje é uma vinícola.
- Santa María de Eunate: ermida que fica a cerca de 2,4 km do desvio em Muruzábal. O Gronze diz que a visita “vale a pena”, mesmo alongando a etapa.
- Obanos: segundo o Eroski, é onde a sinalização oficial marca o encontro entre o Caminho que vem de Roncesvalles e o que vem de Somport, o Caminho Aragonês.
- Ponte de Puente la Reina: ponte românica de seis arcos sobre o rio Arga, do século XI. A Wikipedia atribui a construção à rainha Muniadona, esposa de Sancho III, e é dela que vem o nome da cidade. Ela está no nosso texto sobre pontes históricas do Caminho de Santiago.
- Igreja do Crucifijo: o Caminho passa sob um pórtico que liga a igreja ao convento dos Reparadores. Segundo o Eroski, ela data do fim do século XII e guarda um crucifixo gótico.
- Igreja de Santiago: torre do fim do século XII, remodelada no XVI, e fachada polilobulada na rua Mayor.

Onde dormir em Puente la Reina
Puente la Reina tem todos os serviços e um bom número de albergues para o tamanho da cidade. O Gronze lista o albergue dos Padres Reparadores, na entrada, junto ao Caminho, além de vários albergues privados, hostais e um albergue num camping a cerca de 400 m do centro. Como aqui se juntam peregrinos de duas rotas, a procura é alta na temporada.
Os albergues de ordens religiosas e públicos costumam ser os mais baratos. Confira a disponibilidade no Gronze, principalmente se você planeja visitar Eunate e chegar mais tarde. Para entender como funciona cada tipo de hospedagem, veja nosso guia de albergues, hotéis e reservas no Caminho de Santiago.
Dificuldades e dicas da etapa
- Descida do Perdón: pedra solta e inclinação forte nos primeiros metros. Use bastões se tiver e vá devagar. O Eroski diz que esse trecho costuma pegar os peregrinos de surpresa.
- Água: a Fonte da Reniega quase sempre está seca, segundo o Gronze. Encha a garrafa em Cizur Menor ou Zariquiegui. Nosso guia sobre água potável no Caminho de Santiago ajuda a planejar.
- Vento: o alto é conhecido pelo vento forte, motivo do parque eólico. Leve um corta-vento acessível na mochila.
- Cruzamentos: o Gronze menciona alguns cruzamentos de estrada e de autovia. Atenção redobrada.
- Eunate: o desvio sai de Muruzábal, passa pelo palácio e segue por pista sinalizada até a ermida. Depois você volta ao Caminho em Obanos pelo traçado do Caminho Aragonês.
- Perfil: se quiser ver a subida e a descida em gráfico antes de sair, dê uma olhada no nosso guia de altimetria do Caminho de Santiago.
Como dividir ou encurtar a etapa
O Gronze lista hospedagem em Cizur Menor, Zariquiegui, Uterga, Muruzábal e Obanos, além de hotéis em Zizur Mayor, um pouco afastados da rota. Quem dormiu em Cizur Menor na véspera já começa o dia com uns 5 km a menos. Quem quer subir o Perdón com calma pode parar em Zariquiegui ou Uterga e chegar a Puente la Reina no dia seguinte com tempo para Eunate.
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Perguntas frequentes
Quantos quilômetros tem a etapa de Pamplona a Puente la Reina?
Cerca de 24 km pelo traçado oficial. O Gronze indica 23,9 km e o Eroski Consumer, 24 km. Com o desvio a Eunate, some cerca de 3 km.
O Alto del Perdón é difícil?
A subida é progressiva e tranquila na maior parte. O que exige cuidado é a descida, de pedra solta e bem inclinada no começo.
Tem água no Alto del Perdón?
Não conte com isso. A fonte no caminho quase sempre está seca e no alto não há povoado. Abasteça em Zariquiegui.
Vale a pena o desvio até Eunate?
Na minha visão, vale se as pernas estiverem bem. São cerca de 3 km a mais, e o Gronze e o Eroski recomendam a visita.
Onde os caminhos se juntam
A etapa de Pamplona a Puente la Reina tem o que muita gente imagina do Caminho: vento, campos de cereal, uma escultura no alto da serra e uma ponte medieval no final. É também o ponto em que o Caminho Francês recebe o Aragonês e passa a ser uma rota só.
Guarde energia para a descida do Perdón e, se puder, chegue cedo a Puente la Reina para atravessar a ponte com calma no fim da tarde.
Fontes consultadas
- Gronze: Etapa 4, Pamplona a Puente la Reina
- Gronze: recorrido da etapa Pamplona a Puente la Reina
- Eroski Consumer: Pamplona/Iruña to Puente la Reina/Gares stage
- Guía del Camino de Santiago: Alto del Perdón
- Guía del Camino de Santiago: 25 anos do monumento ao peregrino do Alto del Perdón
- Wikipedia: Puente la Reina, Navarre


















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